Créditos: http://pcwallart.com/clockwork-orange-poster-original-wallpaper-4.html
Falar sobre um clássico é sempre complicado, ainda mais quando se trata de uma obra icônica do gênio Kubrick. Mas sou corajosa e cara e pau o suficiente para isso. Preparados para um pouco de ultraviolência?
Videi bem:
O filme é uma adaptação do livro homônimo, escrito por Anthony Burgess. Li o livro ainda na adolescência, antes de ver o filme e achei este bem fiel à obra original. Muitos falam que a obra de Anthony é chata e complicada, mas não compartilho dessa ideia.
O filme conta a história de um grupo de jovens delinquentes liderados pelo Alex, personagem muito inteligente, sarcástico, sedutor, cínico e, claro, muito violento. Esse grupinho faz coisas adoráveis como: roubar, espancar mendigos idosos, estuprar e entrar em brigas de gangues. Parece familiar? Sim, e é o ponto que mais me chamou atenção em todo o filme: Toda a ultra violência se parece muito com o que vemos nos noticiários! É triste, mas o filme não choca tanto nesse quesito, pois a sociedade em que vivemos tem exemplos muito piores!
Créditos: http://www.planocritico.com/wp-content/uploads/2013/12/clockwork-orange-imagem-destacada.jpg
Dobi drugui
Eis que Alex é preso após ser traído pelos próprios colegas. Na prisão ele consegue fazer parte de um experimento que propõe retirar qualquer agressividade do prisioneiro. Ou seja, a pessoa é forçada a ser “boa”. O tratamento é considerado um sucesso e nosso querido Alex é solto nas ruas, incapaz de matar uma mosca. Claro que isso não dá o que preste...
Suas antigas vítimas viram algozes e se vingam de Alex, que não consegue se defender. Opa, mais familiar ainda, não? Parece até que adivinharam os inúmeros casos de pessoas fazendo justiça com as próprias mãos, espancando e até matando criminosos atualmente. E vendo o filme temos sentimentos contraditórios. Em parte, censuramos a atitude dos que perpetuam a violência e até rola uma peninha do Alex, mas essa não dura muito, afinal lembramos de todo o mal que ele fez apenas por diversão. Fica a questão: A vingança é só uma forma de reparar danos e fazer justiça, ou as pessoas querem principalmente liberar a própria violência e estão curtindo o momento tanto quanto o Alex curtia quando era violento?
Quanto ao final, deixo para vocês assistirem e decidirem se de fato o tratamento foi bem-sucedido.
Dentro e fora da okna
A história não se passa em um ano definido. A estética, carros e elementos como discos de vinil e fitas k7 lembram os anos 70. Mas o vocabulário esdrúxulo, certos cenários que parecem caos pós apocalíptico e o próprio experimento nos levam ao futuro.
Créditos: https://lucyphillips.wordpress.com/2014/05/11/still-from-a-scene-in-clockwork-orange/
Os elementos visuais são muito horroshow! Há muitas formas geométricas, cores vibrantes, elementos fálicos por todo o canto. Parece um constante delírio que combina muito bem com o roteiro.
A trilha sonora é perfeita! Cria um ambiente de tensão, humor, loucura e reflexão, de acordo com a cena. O Alex é apaixonado por música, ponto importante para as consequências que o tratamento dele trouxe. Em uma das minhas cenas favoritas, onde fica totalmente claro o grau de psicopatia desse cara, a música cantada é parte fundamental:

Bem galera, espero que tenham apreciado a primeira resenha que faço para este blog. Se já assistiram e/ou leram Laranja mecânica fiquem à vontade para contar suas impressões.






2 Comentários

  1. Nunca vi o filme e nem li o livro, mas fiquei bastante interessado em ambos.

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    1. Menino, ele é sua cara #brinks
      Se puder assista e leia, tanto o filme quanto o livro são obras incríveis!

      http:/www.umavidaemandamento.blogspot.com.br/

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